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Isa

Adjetivo Próprio. Licença poética, neologismo, quem vai saber... ela extrapola o apelido e faz-se Bela. De coração, de alma, de atitude. Plena.
Se o mundo cobra e conta as dificuldades, ela toma uma dose de fé e vai porque sabe que não há nada mais incrível do que a fé. Crer em si, crer em Deus. E vai. Certeza, dúvida não definem as regras. Ela define as regras. Mulher forjada em corpo de menina de voz meiga ganha espaço e respeito só por  ser  ela, que de só nada tem.
Porque é enorme.
Porque atrai amor.
Porque é feita da energia boa que o mundo emana e contagia...
Porque a cada dia se faz, se reiventa e decide ser ainda mais
Bela.

Woman, my dear... you are one.

You must be strong, my dear...
For you, for who loves you, for everyone... for now, or still when the world looks like a disaster. When everyone says that is crazy, or that is so hard, you can trust yourself,  you must trust in your heart, cause unfortunally the people can't see everything, they can't see how growing up you are, how Strong you are...  but you can, so show them, show it for yourself... don't hide your dreams anymore. It is time to become the woman that you alredy know that you are... it is time to be complete happy!

Cheeee-ga deee Saudade...

Não queria sentir Saudade, mas, quando pequena, também não queria crescer e ainda assim não tive escolha.
São desses tais movimentos involuntários que mantém  a gente vivo. Saudade deve ser pra mostrar que há de haver esperança, sonho e poesia em algum lugar, onde? Sabe-se lá... numa casinha em frente a um lago, destrás das colinas, dentro de um templo... ou ainda mais perto, sem rota ou gps, dentro de nós.
Saudade de não estar. Do pretérito. Do desconhecido. Do verbo não conjudado, do tempo não acontecido...
Tanto complemento assim só pode ser de substantivo importante, que se forja de adjetivo e deixa o sujeito saudoso sem escolha: ela sai de lá de onde acontecem os sentimentos, caminha pelos dedos e risca o papel.
Mas Saudade não sabe que não será eterna, ao menos em sua forma primária. Feito lagarta e borboleta, trasmutará e voo alçará... e pra tão longe, que de identidade trocada, será reconhecida como
Lembrança.
Essa que não transmuta.
Que, vez por outra, se esconde.
Que, vez …

Sabendo pra onde ir, só vai...

Sobre sonhos muito sei:
Travesseiros e olhos (ora) fechados,
abertos;
Ora sim...
Agora!
Hora de sonhar,
de acordar,
de fazer.
De sonho, vive, o homem
quando sabe o homem viver.
Porque de sonho, morre, o homem
quando deitado em esplêndido berço
se convence que sonho cabe na mente,
e acha que só porque sente,
verdade haverá de ser.
Mas não! Sonhar tem a ver com o corpo todo:
Com acordar, levantar, trabalhar ou mesmo cair.
(Vez que sim...)
Há de haver suor, prazer e cansaço.
Ah... se há!
E sonho só é sonho quando sai do travesseiro,
pega estrada e chega.
Onde? Me perguntas...
Te respondo com a sabedoria de capa de caderno de papelaria:
"Siga seus sonhos...eles sabem o caminho."

Perfume

Meu travesseiro guardou teu cheiro.
Inebriado, permante, sonolento,
de boa memória, ele sabe te trazer até mim.
Te tragou quando esteves aqui, sem pedir permissão, só pra que agora eu possa te sentir e me lembrar de ti, mesmo que não tenha havido esquecimento.
P.s.: Cuidado, ele tem dessas e pode fazer de novo, só pro meu
prazer.

Bem vindo ao novo, de novo, bem vindo.

Te despe, e nu mostra toda tua essência. Sem trages, costumes ou tradições. Mais do que quiser ser. Talvês diferente, talvês igual... certeza de ser verdadeiro, certo ou errado, pro bem ou pro bem e faz teu dia, teu mês e teu ano segundo tua cabeça, tua fé e tua vontade. Verbaliza o que deseja e não o contrário,  faz a tua parte e joga pro universo, quando não tiver todas as cartas, escreve pra Deus, mas faz. Faz e faz de novo porque o ano pode ser mais um, pode ser um começo, pode ser um fim e só tu pode decidir.
It's your call, your responsability, your life!

Três

Moço dos olhos distantes, como vai?
Onde te escondes, quem nem em redes sociais
compartilha 8, 16,
quem dirás 32 poses?
Uma só que seja
no fundo da foto de outro
mostrando parte da tua orelha?
Assim fico eu recorrendo à memória,
vaidosa me lembro das três vezes que te vi.
Três.
Mesmo que só te reconheça em duas
(a primeira tu és tipo mancha de verniz)
mas ainda assim são três.
Moço, por que escondes tua voz?
Se falas tão bem de brigadeiros, óleo de coco, batom vermelho e aldeídos;
Camões, Vinicius e café com nescau...
Será que falas de mim? Duvido.
Em verdade, tenho certeza que não.
Porque enquanto tu
te ocupas de outras curvas,
outros olhos,
outros cheiros,
eu, nessa prosa te desenho,
feito romântica de segunda geração  fujo pro passado,
fazendo dessa noite de novembro, 25 de dezembro.
16/nov