Desejosa sou.


Quero escrever uma poesia metafórica para que o mais simples entenda, e o mais rebuscado fique a mingua.
Quero entender o porquê de meus medos insanos; dúvidas simples e receios duvidosos.
Não quero deixar que a água corra sem poder controlar, mas terei que me conformar com o curso do rio; caso queira alcança-lo deverei correr e lançar-me quando chegar no ponto certo.
Quero saber qual é o ponto certo.
Quero saber a hora, até quando eu poderei decidir, quando já não será obsoleto demais e nada mais adiantará, para que não me afogue em vão ou no caso de uma cascata, consiga encontrar uma margem a tempo.
Caso descubra o ponto certo, poderei mergulhar sem medo de perder a noção do tempo, do espaço e todas as teorias sobre suas dimensões.
Quero esquecer todos os clichês, não os suporto mais, e ver-me caindo neles é no mínimo, decepcionante.
Quero saber me moldar e fazer com que todos os moldes caibam dentro de mim.
Para que não fique lotado, para que eu não tenha crises de identidade, para que seja natural.

Quero não mais roer unhas, mas... elas estão pequenas, ruins de pintar.
Quero pular de asa delta.
Que cappuccino com chantili.
Quero torta de limão, alemã e holandesa, caso tenha.
Quero lembranças e saudades, para saber que meu passado foi escrito e alguma mão ajudou--me.
Quero-me à prova.
Quero superar medos.
Quero simplesmente me superar.

Quero tanta coisa que caso não caiba numa vida, peço a Deus para Ele dê a mim tempo de querer mais, antes sobrar desejos à temer um futuro branco, sem ao menos manchas acidentais.
                                                                                                                                                        28/07/2011

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