Danousse

Borboletas no estômago e peixeira na mão
Maria bonita amava Lampião e nunca deixou de ser mulher arretada
Porque amor não te torna boba
Muito menos avoada
Quem inventa tais asneiras
É caba sem vergonha que quer deixar mulher apaixonada cega por ele
Mas há tempos que mulher manda na vida
E se apaixonada ai que mais forte fica
Vira Lisbela
Vira Tieta
Gabriela
Rosinha
Mulher pode ser mãe, pode ser pai, cangaceira, engenheira, fotógrafa, astronauta...
Pode ser o que ela quiser
E ai se for mulher nordestina é que lascou-se
Tanto forró
Tanto cuscuz
Tanto borogodó
Faz qualquer desejoso por mulher
Se perder em seus olhos, suas curvas, perder seu chão
Quando descendente de mulher casada com Lampião
Aparece em tua frente
Passa do teu lado
Deixa seu perfume
Te olha dissimulada
Te faz perder a pose
Lembrar da sapatilha
Compor um blues
E até francês falar
É pai... cuidado
Tem jeito não
E se ainda for Baiana
Danousse
Ela já levou teu coração
E tu tá ai lendo essa poesia
Morrendo de amores
Se perg…

Um doce, muitos sabores.

  
Infinitas sensações. Sim... Assim ele pode ser descrito.


Das mais efêmeras àquelas que perduram por horas...
Infinitos significados, em toda sua extensão.
Dos menores aos mais aprimorados;
Dos rememoráveis aos amargos;
Permitidos ou roubados;
Por desejo ou amor (por vontade também, por que não?);
Independente da cor da fôrma...
Podem ser grandes e sutis;
Curtos e intensos;
Contidos ou espalhafatosos;
E cada um deles trará um sabor. Cada um deles trará um significado, uma lembrança, um momento, uma pessoa.
Cada um será único.
Sejam poucos, sejam muitos;
Sejam presentes ou furtos...
Apenas por amnésia serão esquecidos. E talvez, mesmo assim lá no fundo haverá a lembrança adormecida aguardando uma recordação para se sentir novamente, para se desejar novamente.
Os mais raros serão mais os procurados (até mesmo por aqueles que dizem desejar aos montes, independente de onde venham).
Os ingredientes mudam, e quanto melhores, mais disputados serão.
Mais raros serão.

Afinal, como não dizer: Com amor, mais caros serão.
                                                                                                                                                       28/08/2011

Comentários

  1. Seus textos tem o mesmo gosto daqueles doces caseiros que minha avó fazia no final das tardes de primavera enquanto eu brincava no quintal.

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