Danousse

Borboletas no estômago e peixeira na mão
Maria bonita amava Lampião e nunca deixou de ser mulher arretada
Porque amor não te torna boba
Muito menos avoada
Quem inventa tais asneiras
É caba sem vergonha que quer deixar mulher apaixonada cega por ele
Mas há tempos que mulher manda na vida
E se apaixonada ai que mais forte fica
Vira Lisbela
Vira Tieta
Gabriela
Rosinha
Mulher pode ser mãe, pode ser pai, cangaceira, engenheira, fotógrafa, astronauta...
Pode ser o que ela quiser
E ai se for mulher nordestina é que lascou-se
Tanto forró
Tanto cuscuz
Tanto borogodó
Faz qualquer desejoso por mulher
Se perder em seus olhos, suas curvas, perder seu chão
Quando descendente de mulher casada com Lampião
Aparece em tua frente
Passa do teu lado
Deixa seu perfume
Te olha dissimulada
Te faz perder a pose
Lembrar da sapatilha
Compor um blues
E até francês falar
É pai... cuidado
Tem jeito não
E se ainda for Baiana
Danousse
Ela já levou teu coração
E tu tá ai lendo essa poesia
Morrendo de amores
Se perg…

Num calabouço de olhos abertos. Num cinema de óculos escuros.



A cada dia, mais falta sinto, mas tem dia que nada sinto e tudo parece como antes.
Tem dia que volto ao passado, recordo os fatos e preencho-me com uma glória que já se foi.
Tem dia que agradeço por não ser mais como antes, por não ter como antes aquele imenso vazio.
Já outros, brigo com o presente por não ter o sucesso da falta de necessidade do que hoje conheci.
Brigo comigo por ter me permitido e agora saber o que quero e mesmo assim não poder.
Não mais é tão fácil, não mais é tão prático dizer não e fechar os olhos para o que se passa em minha frente.
Devo renunciar, tenho que me concentrar no que agora interessa, já que agora tenho pressa (essa que antes não havia).
Não havia tão intensa; não a via com frequência: Numa semana talvez, mais que de mês em mês.
Não desejava rimar pobre ou ricamente, pois é triste o que se sente quando se pensa no que já não se tem.
Mas é difícil evitar quando surge a ideia e o medo de perdê-la te faz registrar.
Sem melodias ou ritmo vou escrevendo e me condenando por não estar estudando nesses minutos subsequentes.
Mas voltarei em pouco tempo para o que nesse momento é importante concretizar:
Uma fase
Um ciclo
Uma prisão

Um vão do qual preciso me libertar.


                     É inútil saber o que passa em sua frente quando não se pode abrir os olhos.

25.10.11

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