Num calabouço de olhos abertos. Num cinema de óculos escuros.



A cada dia, mais falta sinto, mas tem dia que nada sinto e tudo parece como antes.
Tem dia que volto ao passado, recordo os fatos e preencho-me com uma glória que já se foi.
Tem dia que agradeço por não ser mais como antes, por não ter como antes aquele imenso vazio.
Já outros, brigo com o presente por não ter o sucesso da falta de necessidade do que hoje conheci.
Brigo comigo por ter me permitido e agora saber o que quero e mesmo assim não poder.
Não mais é tão fácil, não mais é tão prático dizer não e fechar os olhos para o que se passa em minha frente.
Devo renunciar, tenho que me concentrar no que agora interessa, já que agora tenho pressa (essa que antes não havia).
Não havia tão intensa; não a via com frequência: Numa semana talvez, mais que de mês em mês.
Não desejava rimar pobre ou ricamente, pois é triste o que se sente quando se pensa no que já não se tem.
Mas é difícil evitar quando surge a ideia e o medo de perdê-la te faz registrar.
Sem melodias ou ritmo vou escrevendo e me condenando por não estar estudando nesses minutos subsequentes.
Mas voltarei em pouco tempo para o que nesse momento é importante concretizar:
Uma fase
Um ciclo
Uma prisão

Um vão do qual preciso me libertar.


                     É inútil saber o que passa em sua frente quando não se pode abrir os olhos.

25.10.11

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