Assim, acordados.

Quase uma meia luz, o vento canta como quem desejava acordar aquele casal do transe em que se encontrava. Sabendo que provavelmente não seria suficiente, manda folhas secas, caídas desde o início do outono, na direção dos dois corpos ali parados. Abaixam os olhos, finalmente. Cabelos ao vento. Folhas no pescoço. O frio voltava à cena. Os pés podiam sentir a grama. Movimentam seus corpos. Em fim, saem do transe.
Entreolham-se. Sorriem. Sentiam seus pelos arrepiados, o corpo reclama a anestesia sem efeito. Ainda havia lua, mas agora estavam no mundo em quem não podiam se privar das sensações indesejadas. Entram no carro. Partem para casa.
                                                                                                                                     12/01/2012

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sobre ser o teu amanhã perfeito, hoje.

Sobre resgate

E ai, qual vai ser?