Danousse

Borboletas no estômago e peixeira na mão
Maria bonita amava Lampião e nunca deixou de ser mulher arretada
Porque amor não te torna boba
Muito menos avoada
Quem inventa tais asneiras
É caba sem vergonha que quer deixar mulher apaixonada cega por ele
Mas há tempos que mulher manda na vida
E se apaixonada ai que mais forte fica
Vira Lisbela
Vira Tieta
Gabriela
Rosinha
Mulher pode ser mãe, pode ser pai, cangaceira, engenheira, fotógrafa, astronauta...
Pode ser o que ela quiser
E ai se for mulher nordestina é que lascou-se
Tanto forró
Tanto cuscuz
Tanto borogodó
Faz qualquer desejoso por mulher
Se perder em seus olhos, suas curvas, perder seu chão
Quando descendente de mulher casada com Lampião
Aparece em tua frente
Passa do teu lado
Deixa seu perfume
Te olha dissimulada
Te faz perder a pose
Lembrar da sapatilha
Compor um blues
E até francês falar
É pai... cuidado
Tem jeito não
E se ainda for Baiana
Danousse
Ela já levou teu coração
E tu tá ai lendo essa poesia
Morrendo de amores
Se perg…

Uma necessária satisfação.


Às vezes, a pausa é necessária e você só entende quando ela tem fim.
Pensavam que precisavam de uma rotina. Alguém havia decidido isso por eles. Decidido sobre suas vidas como se decide um sapato que se compra: Não de forma aleatória, mas sem poder prever se um dia aparecerão calos. Esse alguém não poderia (nem pode) saber que rumo tomaria suas vidas caso a rotina fosse decretada. Mas, depois de noites de sono e algumas mal dormidas, uma decisão foi tomada (por esse mesmo alguém):
 Eles são donos de suas vidas e apenas compartilham comigo momentos seus, os detalhes. A rotina é como a de todo mundo, e se fosse para contar o que todo mundo vive, não sei se eu mesma seria capaz de prometer ouvir com tanta atenção, como até agora, o que eles tiveram (e tem) a me dizer. Justamente para ouvir o que há de singular que eu tomei (e tomo) xícaras e xícaras de chá, chocolate quente ou café, em frente a lareira enquanto meus ouvidos permanecem atentos às palavras ditas, meus olhos desenham todas as cenas (pixel por pixel) e minha mão, destra mão, empunha uma caneta, ainda em pena, para contar a ti toda experiência das tardes, manhãs, madrugadas ou noites que passo com esses novos amigos que já faziam parte de minha vida e eu, ainda, não havia descoberto.

                A lenha queima, o cheiro do café permeia, invade minha respiração: É hora de voltar, é hora de ouvir novas histórias, singulares detalhes.

                                                                                                                                             24/01/2012

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