Paris, um barco e uma colher de pau.



Na terra da Torre
Nas águas um barco
Nas mãos uma colher.
Sem destino, sem chegada, sem partida. Apenas ali.
No barco, eu.
Na margem, alguém para o qual eu mostrava saber remar.
Remar com uma colher.
Na terra da Torre

Uma canoa podia ser. Lugar para um, um remador.
No meio da cidade, perto da lá.
Uma lagoa, sem proa, sem chão.
Sem cidade, sem cidadão.
Apenas um, apenas eu.
Apenas o barco, a lagoa e a colher.
Descanso.

Depois do oceano, onde tudo é mais cedo.
Onde o dia nasce logo.
Onde a noite é paixão.
Onde à noite foi um sonho.
Que já de dia, acordei.

Tudo na Terra da Torre.

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