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Mostrando postagens de Junho, 2012

Danousse

Borboletas no estômago e peixeira na mão
Maria bonita amava Lampião e nunca deixou de ser mulher arretada
Porque amor não te torna boba
Muito menos avoada
Quem inventa tais asneiras
É caba sem vergonha que quer deixar mulher apaixonada cega por ele
Mas há tempos que mulher manda na vida
E se apaixonada ai que mais forte fica
Vira Lisbela
Vira Tieta
Gabriela
Rosinha
Mulher pode ser mãe, pode ser pai, cangaceira, engenheira, fotógrafa, astronauta...
Pode ser o que ela quiser
E ai se for mulher nordestina é que lascou-se
Tanto forró
Tanto cuscuz
Tanto borogodó
Faz qualquer desejoso por mulher
Se perder em seus olhos, suas curvas, perder seu chão
Quando descendente de mulher casada com Lampião
Aparece em tua frente
Passa do teu lado
Deixa seu perfume
Te olha dissimulada
Te faz perder a pose
Lembrar da sapatilha
Compor um blues
E até francês falar
É pai... cuidado
Tem jeito não
E se ainda for Baiana
Danousse
Ela já levou teu coração
E tu tá ai lendo essa poesia
Morrendo de amores
Se perg…

Um lugar de linhas tracejadas, és tu.

Imóvel, daqui não sairás, permanecerás (co) migo, (co) nosco.
I móvel em todas as mentes que tu estás presente, pra todo lugar que me (nos) carrega.
Compacto, pequena redoma de termos e sensações plenas invadindo nosso ser, concretizando-se à cada vez que a campainha toca.
Com pacto de amor, beijos e sabedoria dos tolos (que metem os pés pelas mãos antes de aprender que  pôr o dedo na tomada leva-os ao choque).
És tu, com pacto, és tu móvel e Imóvel Compacto sem espaços, sem silêncio, sem frustrações.
És onde encontro os dias perdidos, as noites de lágrimas secas, os sorrisos estampados, as tortas não mais nuas, as palavras mudas, os beijos cegos, os pingos de tinta nunca vistos.
És meu travesseiro consolador com todas tuas gavetas, lamparinas e parapeitos.
Rosas, tortas e camadas.
Brancos, tortos dias sem graça: Tu faz deles melhores, dias de nuvens doces - quase algodão - desmanchando-se em chuva.
És onde estou, és quem tu és por mim e por nós que quisermos.


És COMPACTOIMÓVEL só por …

Birra e pressa: Biscoitos, então!

- Um sorvete - Não, senão você não almoça. - Mas ainda falta pro meio dia e a gente tem que aproveitar cada minuto da vida. - Então aproveite brincando, pode aproveitar sem sorvete até o almoço. - Mas a gente tem que aproveitar da melhor forma que puder e a melhor forma agora é com sorvete. - E se não tivesse sorvete, como seria a melhor forma? - Biscoitos de chocolate! - Só o que não pode? - Você não disse tudo que não pode, só disse que o sorvete não pode. Biscoitos então! - Mas filho, se você comer biscoitos também não vai almoçar, mas poderá comer depois do almoço e tomar sorvete à tarde. É só esperar um pouquinho. - Eu não devo esperar, a espera cansa. - Você vai ver, à tarde o sorvete estará ainda mais gostoso, e você poderá saboreá-lo mais e mais. - Você quer me convencer disso, mas eu ainda acho que é perda de tempo.
29/01/2012

Lareira, convite e conversa.

Sobre tortas tenho a dizer,
sobre morangos e camadas
coberturas  tenho a fazer
e histórias das mais bem contadas.

Visite-me num dia de chuva
que em frente a lareira conversaremos
sobre paraquedas e palavras mudas
nas que mudaram vidas, focaremos.

Poderás contar para mim
o teu insano devaneio
do ócio à ouverdose, em fim
daquele inverno, sem receio.

Tomaremos chá, café, sentaremos ao chão
nada importará além da rima do refrão
do verso, da canção, da poesia
do sol, lá no alto, ao meio dia.

À noite seremos os mesmos,
haverá noite enquanto quisermos
aqui o relógio vive infermo
o atrasaremos enquanto pudermos.

À nós foi investido um poder
de guiar o que há de importante
então só precisaremos ser
amigos, compadres (ou mesmo amantes).

Sobre o tempo já foi escrito
sobre baterias e poder
sobre cama e solstício
amor, paixão, amanhecer.

Noites foram contadas
cobertores e janelas
sobre flores mal amadas
preciosas como esferas
de ouro, rubi, diamante
e o desejo do ser amante
continua guardado, à …