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Mostrando postagens de Julho, 2012

Danousse

Borboletas no estômago e peixeira na mão
Maria bonita amava Lampião e nunca deixou de ser mulher arretada
Porque amor não te torna boba
Muito menos avoada
Quem inventa tais asneiras
É caba sem vergonha que quer deixar mulher apaixonada cega por ele
Mas há tempos que mulher manda na vida
E se apaixonada ai que mais forte fica
Vira Lisbela
Vira Tieta
Gabriela
Rosinha
Mulher pode ser mãe, pode ser pai, cangaceira, engenheira, fotógrafa, astronauta...
Pode ser o que ela quiser
E ai se for mulher nordestina é que lascou-se
Tanto forró
Tanto cuscuz
Tanto borogodó
Faz qualquer desejoso por mulher
Se perder em seus olhos, suas curvas, perder seu chão
Quando descendente de mulher casada com Lampião
Aparece em tua frente
Passa do teu lado
Deixa seu perfume
Te olha dissimulada
Te faz perder a pose
Lembrar da sapatilha
Compor um blues
E até francês falar
É pai... cuidado
Tem jeito não
E se ainda for Baiana
Danousse
Ela já levou teu coração
E tu tá ai lendo essa poesia
Morrendo de amores
Se perg…

Prazer comportado.

Queria escrever algo que me inspirasse algo maior e o desejo fosse crescendo e por minhas mãos tomando forma até que pudesse ler e duvidar que meus punhos seguraram a pena que criou tal cena. Uma cena, sim, com detalhes e cores, sensações e amores, sabores, odores tudo que há de necessário para sentir, “sinestesiar” até o fim, até que não haja fim, para não se desejar que acabe, para desejar o amanhã, a eternidade da lua, que a manhã tarde e o Sol tenha preguiça de nascer, para que o amanhã seja tarde, seja longe, seja depois; porque a noite, ela sim será capaz de contar o que tenho a dizer, para que se possa, se queira apenas desejar.

O corpo é necessário, mas seja só de corpo e tu não serás satisfeito.

Já foram cachos, camadas e cascatas.
Já foram cama, lamparina e varanda.
E hoje são apenas tudo de uma só vez,
todo luxo e prazer que emana
de seus corpos não despidos em loucura;
de seus olhos nus a procura
de algo maior que pudessem encontrar,
de algo novo que os levasse a desejar
qu…

Desista.

Não acredito no seu ceticismo. Lúcida de menos, sou mais o que sonho. Não me venha com essa de (des)significar, tudo está certo, exatamente no lugar que nunca esteve. Se não pode ver ou sentir, sinto muito. Sou crente demais para o que você descarta.
Olhar do ângulo errado faz do certo torto.
Seu ângulo é obtuso demais e agudo de menos. Não seja tão reto. Tão cético. Por não saber explicar, diz-me que não é; por não saber explicar, digo-lhe tudo que pode ser. Porque não será agora, mas num dia que faça sentido. Não o mate que eu não deixarei e numa gaveta estarás a salvo de seus punhos. Não o tire assim de mim que você não conseguirá. Quanto tempo levar, quanto dele precisar, mas ficarás comigo, estarás comigo mesmo sem saber,
tu.
Quanto a você...

Já sabe o que fazer.