Sem consolo


Não tem jeito. Não me acostumo e essa história de depois melhora é farsa de consolador barato. Lágrimas podem não cair mas basta estar a caminho do guichê que me vem a saudade mesmo quando és tu quem me levas à compra. De passagens nas mãos sinto todos os dias de saudade que virão. As semanas passando como tartarugas e as noites mal dormidas entre lençóis frios, suo de calor que o ventilador ameniza, mas o frio não passa, gelando meu peito, minha mente procura no escuro aquilo que ela não vê, aquele que não vem porque sei que te terei dias a mais, mas enquanto não chegam tais, procuro te pintar em cada brecha de luz que ilumina um móvel pelo quarto e permite-me desenhar tua feição, teus traços, enquanto meu travesseiro traz teu cheiro, onde outro dia esteve só, a recostar tua cabeça, meus lençóis, mesmo outros, guardam teus contornos e eu quero que tu estejas ali. E por saber de tudo isso hoje durmo em saudade, como vivendo as próximas semanas nesses minutos. Amanhã estarei contigo, mas quero mais, quero depois e o depois do depois também. Posso te ter em 6/7 por semana, juro que posso; sei ainda que te tenho mesmo longe, mas sem beijos e abraços teus, como sanarei esse frio?

Vem, meu bem, vem comigo e me traz pra perto de ti. Traz-me de lá que em algum lugar estamos a sós. 
00:17
17/02/2013

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