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Mostrando postagens de Março, 2013

Danousse

Borboletas no estômago e peixeira na mão
Maria bonita amava Lampião e nunca deixou de ser mulher arretada
Porque amor não te torna boba
Muito menos avoada
Quem inventa tais asneiras
É caba sem vergonha que quer deixar mulher apaixonada cega por ele
Mas há tempos que mulher manda na vida
E se apaixonada ai que mais forte fica
Vira Lisbela
Vira Tieta
Gabriela
Rosinha
Mulher pode ser mãe, pode ser pai, cangaceira, engenheira, fotógrafa, astronauta...
Pode ser o que ela quiser
E ai se for mulher nordestina é que lascou-se
Tanto forró
Tanto cuscuz
Tanto borogodó
Faz qualquer desejoso por mulher
Se perder em seus olhos, suas curvas, perder seu chão
Quando descendente de mulher casada com Lampião
Aparece em tua frente
Passa do teu lado
Deixa seu perfume
Te olha dissimulada
Te faz perder a pose
Lembrar da sapatilha
Compor um blues
E até francês falar
É pai... cuidado
Tem jeito não
E se ainda for Baiana
Danousse
Ela já levou teu coração
E tu tá ai lendo essa poesia
Morrendo de amores
Se perg…

Jamais monocromática luz

Tenho muitos sentimentos e isso não é de hoje
Já achei que acharia a cura, e na procura enfim sanaria
algum tipo de enfermidade que me convenci de ter,
por não encontrar nos meus identificação qualquer.

Hoje não me atormenta mais quando sou única a dizer
palavras sem sentido, planos e hobbies que nada oferecerem
aos desencantados pelas letras, poesias e versos
escondidos do inverso de a certeza de viver.

Se convencem da não-dúvida quem ao menos provariam
não sei como pensam e o que pensam ao dormir
enquanto em meu leito me deletito em possibilidades
e julgo meu passado por um dia a mais ter deixado de sorrir.

O pretérito não desejo mudar, imperfeito continuará a ser
não o trocaria por um qualquer, vulgar
esse perfeito que você julga ter;
acabado e sem sentido, sem ao menos ter durado
continuado, se extendido, uma ação, um reles passado.

Minha memória e meus textos me trazem o presente
de outrora vivido e descrito nessas linhas,
inspirações e horas sem sono
sem as quais não viveria, …

Longe demais

Sinto tua falta mesmo quando converso contigo;
tu não estas aqui, sinto vontade do teu sorriso.
Tua voz me traz um tanto do que está longe de mim,
mas não traz para perto, não faz a saudade extinguir.

Soa estranho agora isso que sinto, portanto me calo;
não sei se deveria, mas permissões não me convencem mais.
O que sei é o que passa em meu peito quando é tão difícil definir,
mais errado seria negar por falta de nexo existir.

O porquê me falta, a explicação não vem,
mas quando converso contigo, ainda assim estás longe, estás lá
queria te sentir da mesma forma como quando te vejo,
e  fica a falta, a sobra do desejo.

Ainda que por horas contigo permaneça a falar num telefone qualquer,
a lacuna se abre como um abismo que se enlarguesse.
És tu, como posso me sentir assim,
se te procuro para sanar a solidão que me enfraquece?

Na tua presença sou forte, vício e coragem,
mas quando estás longe, só me resta a saudade.

02/03/2013