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Mostrando postagens de Abril, 2014

Danousse

Borboletas no estômago e peixeira na mão
Maria bonita amava Lampião e nunca deixou de ser mulher arretada
Porque amor não te torna boba
Muito menos avoada
Quem inventa tais asneiras
É caba sem vergonha que quer deixar mulher apaixonada cega por ele
Mas há tempos que mulher manda na vida
E se apaixonada ai que mais forte fica
Vira Lisbela
Vira Tieta
Gabriela
Rosinha
Mulher pode ser mãe, pode ser pai, cangaceira, engenheira, fotógrafa, astronauta...
Pode ser o que ela quiser
E ai se for mulher nordestina é que lascou-se
Tanto forró
Tanto cuscuz
Tanto borogodó
Faz qualquer desejoso por mulher
Se perder em seus olhos, suas curvas, perder seu chão
Quando descendente de mulher casada com Lampião
Aparece em tua frente
Passa do teu lado
Deixa seu perfume
Te olha dissimulada
Te faz perder a pose
Lembrar da sapatilha
Compor um blues
E até francês falar
É pai... cuidado
Tem jeito não
E se ainda for Baiana
Danousse
Ela já levou teu coração
E tu tá ai lendo essa poesia
Morrendo de amores
Se perg…

Perdi e ganhei

Já fui aquela que detinha o know-how
aquela que achava que você não era bom (o suficiente)
e que nada mais era tão natural
como o jeito que fazia tudo, simplesmente.

Tudo resumido em academia,
era o lugar aconchegante
fora de lá, não havia autonomia
para sorrir mais adiante.

Dizem que a sorte tem de suas vontades
e tudo não te permite ter
se, no amor, tem a vontade
nos negócios não há de ter.

Os outros eram só os outros... e só
não foi Leoni que ensinou-me, em hora aquela
mas a confiança de uma vida inteira
sem o sofrimento de uma perda maior.

Mas Deus quis tirar de mim a pretensão
quis-me mostrar que sou tão humana e falha quanto o outro
que sou o outro que estendia a mão, que julgava em silêncio
mesmo afirmando: "Jamais, não!".

Sou o reflexo do que não via
ao espelho enfrentar
minha feridas estão a mostra,
as que antes não pareciam estar

e há motivo pra tudo isso,
há porque frágil, agora, parecer
preciso corrigir defeitos
pra que o outro eu não venha mais a entristecer,

h…

Telescópio

Involuntário medo não é a decisão  mais primorosa
mas o tenho, não sou feita só de primor, veja bem...
a sensação de não caber em mim
faz-me sentir não pertencente a onde estou
rezo a Deus a pedir ajuda, a suplicar Sua presença
até no sono cair.
incondicional Amor O tenho, como afinal deveria ser?
diante de prova maior: o sofrimento, a morte, para que Seus filhos pudessem viver.
nos meus dias, sim acho-me acolhida quando me encontro perdida ao olhar pro espaço
ou ao menos meu arredor, se daqui a beleza, os olhos, cega, imagine de lá?
wow!
De algum astro a visão deve ser inimaginável,
talvez eu pertença a outro lugar
acima daquela estrela, à esquerda do satélite, acima das nuvens...
acima da minha mente,
além do que vejo,
além do que penso,
além
do que um dia, como carne humana,
fui (e serei) capaz de pintar.