Danousse

Borboletas no estômago e peixeira na mão
Maria bonita amava Lampião e nunca deixou de ser mulher arretada
Porque amor não te torna boba
Muito menos avoada
Quem inventa tais asneiras
É caba sem vergonha que quer deixar mulher apaixonada cega por ele
Mas há tempos que mulher manda na vida
E se apaixonada ai que mais forte fica
Vira Lisbela
Vira Tieta
Gabriela
Rosinha
Mulher pode ser mãe, pode ser pai, cangaceira, engenheira, fotógrafa, astronauta...
Pode ser o que ela quiser
E ai se for mulher nordestina é que lascou-se
Tanto forró
Tanto cuscuz
Tanto borogodó
Faz qualquer desejoso por mulher
Se perder em seus olhos, suas curvas, perder seu chão
Quando descendente de mulher casada com Lampião
Aparece em tua frente
Passa do teu lado
Deixa seu perfume
Te olha dissimulada
Te faz perder a pose
Lembrar da sapatilha
Compor um blues
E até francês falar
É pai... cuidado
Tem jeito não
E se ainda for Baiana
Danousse
Ela já levou teu coração
E tu tá ai lendo essa poesia
Morrendo de amores
Se perg…

Que teus olhos me vejam.

A viola desafinou, o piano perdeu as teclas e o maestro o compasso, quando tu não me avistou. Fiquei de longe te olhando, pensando em ir conversar qualquer coisa sobre motores, chassi  ou teu perfume, só pra conhecer tua voz, aparecer em tua foto, contigo prosear. Mas menina não tive coragem, então fiquei admirando, guardando cada cena, planejando contigo falar, até comentei com amigos meus, sabes como são os homens... Disseram: "vai lá ôh Romeu, não é dela que quer saber o nome?"
Porém quem disse que as pernas obedeciam o que a mente desejava, só se moviam os olhos ao te ver entre elas, querendo estar naquela foto, pra que em noite qualquer tu perguntasse "quem és aquele intruso? Meninas vocês conhecem? Nunca Vi mais mudo" só pra que em teu celular eu estivesse.
Entretanto não foi assim que prosseguiu e o tempo tomou outras rédias, foi disfarçado de outro perfil que continue a te observar e traçar e pensar e curtir.
Mas como toda vontade não demora até a ela a gente se entregar, então mostrei as caras, me despi do lençol e de toda carapuça, contigo fui falar, me mostrar, te segui, de ti esperar, resposta.
Ao ver que não silenciou e a mim não ignorou quase que não me dei e respondi com presteza, já estando longe dessa vez, mas não importava porque tu sempre falava cheia de gentileza.
E ali eu já sabia que não seria conversa única, essas coisas a gente sente, sabe (deseja e se convence).
Eu não satisfeito em apenas conversar, fui então tentar te encontar, contudo naquela tarde fui traído, quando corri pra te vê, pelo tempo e pela estrada que sem consideração me levaram a outros lugares, longe  do teu coração.
Bons amigos nos tormamos, podíamos até ser mais, mas por recente notícia tua, de um andarilho que apareceu, percebi que pelo visto não está nos planos desse tempo que presente se faz.
Não esmorecerei, posso até morar mais longe, ei de chegar a ti, de perto, sem emoticons, áudios ou letras, não importa quanto tenha que cair da areia da ampulheta.
00:37h
11/02/2016

~ ~ às vezes a gente se veste do outro, pra falar pra alguém sobre o que o outro se cala ~ ~

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