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Mostrando postagens de Maio, 2016

Danousse

Borboletas no estômago e peixeira na mão
Maria bonita amava Lampião e nunca deixou de ser mulher arretada
Porque amor não te torna boba
Muito menos avoada
Quem inventa tais asneiras
É caba sem vergonha que quer deixar mulher apaixonada cega por ele
Mas há tempos que mulher manda na vida
E se apaixonada ai que mais forte fica
Vira Lisbela
Vira Tieta
Gabriela
Rosinha
Mulher pode ser mãe, pode ser pai, cangaceira, engenheira, fotógrafa, astronauta...
Pode ser o que ela quiser
E ai se for mulher nordestina é que lascou-se
Tanto forró
Tanto cuscuz
Tanto borogodó
Faz qualquer desejoso por mulher
Se perder em seus olhos, suas curvas, perder seu chão
Quando descendente de mulher casada com Lampião
Aparece em tua frente
Passa do teu lado
Deixa seu perfume
Te olha dissimulada
Te faz perder a pose
Lembrar da sapatilha
Compor um blues
E até francês falar
É pai... cuidado
Tem jeito não
E se ainda for Baiana
Danousse
Ela já levou teu coração
E tu tá ai lendo essa poesia
Morrendo de amores
Se perg…

Mámemória

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Sempre perco as referências,
não sei sobre nomes ou autores,
só o que fica é o que disseram.
Sempre esqueço o caminho, quando vou pela primeira vez
não guardo traços ou lugares, me perco, desacompanhada
porque minha mente guarda pouca coisa, algum perfume, uma palavra, uma atitude,
mas no fim ou começo sempre esqueço de algo que jurarei ser importante.
Como não dá pra lembrar de tudo e já sabendo que esquecerei,
posso perguntar  uma, duas ou mesmo três (vezes)
pra que eu não esqueça,
pra que na memória se guarde
e na caixinha das lembranças
se confundam, teu jeito, perfume e tua pele;
pra caso um dia esqueça teu nome
te veja mesmo de olhos fechados,
te desenhe;
te trace;
te verse.