Danousse

Borboletas no estômago e peixeira na mão
Maria bonita amava Lampião e nunca deixou de ser mulher arretada
Porque amor não te torna boba
Muito menos avoada
Quem inventa tais asneiras
É caba sem vergonha que quer deixar mulher apaixonada cega por ele
Mas há tempos que mulher manda na vida
E se apaixonada ai que mais forte fica
Vira Lisbela
Vira Tieta
Gabriela
Rosinha
Mulher pode ser mãe, pode ser pai, cangaceira, engenheira, fotógrafa, astronauta...
Pode ser o que ela quiser
E ai se for mulher nordestina é que lascou-se
Tanto forró
Tanto cuscuz
Tanto borogodó
Faz qualquer desejoso por mulher
Se perder em seus olhos, suas curvas, perder seu chão
Quando descendente de mulher casada com Lampião
Aparece em tua frente
Passa do teu lado
Deixa seu perfume
Te olha dissimulada
Te faz perder a pose
Lembrar da sapatilha
Compor um blues
E até francês falar
É pai... cuidado
Tem jeito não
E se ainda for Baiana
Danousse
Ela já levou teu coração
E tu tá ai lendo essa poesia
Morrendo de amores
Se perg…

Desencontro

Sendo moça de poucos amores, ela não sabe onde procurar
em memória sua,
qual o gatilho usar,
pra lidar com história essa de nem mesmo conseguir respirar
quando a ver passar.
Incessantemente busca por uma experiência antes vivida,
uma atitude antes tomada,
mas em vista da frustração decide
fechar os olhos e imaginar
o que agora fará.
Desenha, projeta, articula tudo.
Enquanto andarilhos sem sorte procuram nos olhos dela desejo.
Insistem.
Iludem-se.
E ficam.
Permanecem olhando para ela, conversam.
Enquanto ela deles surda, muda e cega,
ainda projeta, articula e desenha.
De corpo presente.
De mente viajante
De dúvida constante:
Como conquistar aquela que dela,
tirou o fôlego.

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