Desencontro

Sendo moça de poucos amores, ela não sabe onde procurar
em memória sua,
qual o gatilho usar,
pra lidar com história essa de nem mesmo conseguir respirar
quando a ver passar.
Incessantemente busca por uma experiência antes vivida,
uma atitude antes tomada,
mas em vista da frustração decide
fechar os olhos e imaginar
o que agora fará.
Desenha, projeta, articula tudo.
Enquanto andarilhos sem sorte procuram nos olhos dela desejo.
Insistem.
Iludem-se.
E ficam.
Permanecem olhando para ela, conversam.
Enquanto ela deles surda, muda e cega,
ainda projeta, articula e desenha.
De corpo presente.
De mente viajante
De dúvida constante:
Como conquistar aquela que dela,
tirou o fôlego.

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