Noite planejada

Colocou o vestido tom pastel, uma rasteira e sem maquiagem saiu.
Ela queria ir de macacão, mas na lavagem, manchara.
Queria ir maquiada, mas sua mala de mão, na viagem extraviara e era um domingo à noite, nenhum salão funcionava, não conhecia ninguém naquela cidade.Queria usar salto, mas esquecera de por na bagagem.Então ela foi de vestido claro, de rasteira e rosto limpo pra festa. Certeza que passaria vergonha.
Mas foi.Nada planejado havia ocorrido.Tudo parecia errado.Tudo que ela queria não aconteceu.Até o lugar da festa mudara.Pegou o táxi. Mostrou o lugar no mapa.Chegou na praia.

E ai, qual vai ser?

E se eu te disser que teu sonho já aconteceu?
É, já.
Tua casa tá pronta desde o dia que tu soube como ela é. No momento que ela veio à tua mente e de imetiado o sininho tocou, ela apareceu, lá no fim da estrada de tijolos amarelos.
E... não, não há como ser impossível de ser construída porque ela já foi. Passado. Em mais pleno, direto e claro Pretérito Perfeito do Indicativo.
Ai eu te pergunto:
Vai correr para chegar até ela ou vai perder teu tempo em outros caminhos que te levam ao nada?
Vai gastar toda tua única vida, única chance levando nas costas outra pessoa pra casa que ela construiu ou...
vai parar de se esconder, de reclamar do dedo do pé que nasceu torto e vai correr, caminhar não, correr pra chegar na casa que tu construiu e é tua por direito?
E ai, qual vai ser?
Estrada de tilojos amarelos
Ou...
Burro de carga dos sonhos alheios por pura preguiça de ser feliz?

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