Danousse

Borboletas no estômago e peixeira na mão
Maria bonita amava Lampião e nunca deixou de ser mulher arretada
Porque amor não te torna boba
Muito menos avoada
Quem inventa tais asneiras
É caba sem vergonha que quer deixar mulher apaixonada cega por ele
Mas há tempos que mulher manda na vida
E se apaixonada ai que mais forte fica
Vira Lisbela
Vira Tieta
Gabriela
Rosinha
Mulher pode ser mãe, pode ser pai, cangaceira, engenheira, fotógrafa, astronauta...
Pode ser o que ela quiser
E ai se for mulher nordestina é que lascou-se
Tanto forró
Tanto cuscuz
Tanto borogodó
Faz qualquer desejoso por mulher
Se perder em seus olhos, suas curvas, perder seu chão
Quando descendente de mulher casada com Lampião
Aparece em tua frente
Passa do teu lado
Deixa seu perfume
Te olha dissimulada
Te faz perder a pose
Lembrar da sapatilha
Compor um blues
E até francês falar
É pai... cuidado
Tem jeito não
E se ainda for Baiana
Danousse
Ela já levou teu coração
E tu tá ai lendo essa poesia
Morrendo de amores
Se perg…

Três

Moço dos olhos distantes, como vai?
Onde te escondes, quem nem em redes sociais
compartilha 8, 16,
quem dirás 32 poses?
Uma só que seja
no fundo da foto de outro
mostrando parte da tua orelha?
Assim fico eu recorrendo à memória,
vaidosa me lembro das três vezes que te vi.
Três.
Mesmo que só te reconheça em duas
(a primeira tu és tipo mancha de verniz)
mas ainda assim são três.
Moço, por que escondes tua voz?
Se falas tão bem de brigadeiros, óleo de coco, batom vermelho e aldeídos;
Camões, Vinicius e café com nescau...
Será que falas de mim? Duvido.
Em verdade, tenho certeza que não.
Porque enquanto tu
te ocupas de outras curvas,
outros olhos,
outros cheiros,
eu, nessa prosa te desenho,
feito romântica de segunda geração 
fujo pro passado,
fazendo dessa noite de novembro,
25 de dezembro.

16/nov

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