Danousse

Borboletas no estômago e peixeira na mão
Maria bonita amava Lampião e nunca deixou de ser mulher arretada
Porque amor não te torna boba
Muito menos avoada
Quem inventa tais asneiras
É caba sem vergonha que quer deixar mulher apaixonada cega por ele
Mas há tempos que mulher manda na vida
E se apaixonada ai que mais forte fica
Vira Lisbela
Vira Tieta
Gabriela
Rosinha
Mulher pode ser mãe, pode ser pai, cangaceira, engenheira, fotógrafa, astronauta...
Pode ser o que ela quiser
E ai se for mulher nordestina é que lascou-se
Tanto forró
Tanto cuscuz
Tanto borogodó
Faz qualquer desejoso por mulher
Se perder em seus olhos, suas curvas, perder seu chão
Quando descendente de mulher casada com Lampião
Aparece em tua frente
Passa do teu lado
Deixa seu perfume
Te olha dissimulada
Te faz perder a pose
Lembrar da sapatilha
Compor um blues
E até francês falar
É pai... cuidado
Tem jeito não
E se ainda for Baiana
Danousse
Ela já levou teu coração
E tu tá ai lendo essa poesia
Morrendo de amores
Se perg…

Sabendo pra onde ir, só vai...

Sobre sonhos muito sei:
Travesseiros e olhos (ora) fechados,
abertos;
Ora sim...
Agora!
Hora de sonhar,
de acordar,
de fazer.
De sonho, vive, o homem
quando sabe o homem viver.
Porque de sonho, morre, o homem
quando deitado em esplêndido berço
se convence que sonho cabe na mente,
e acha que só porque sente,
verdade haverá de ser.
Mas não! Sonhar tem a ver com o corpo todo:
Com acordar, levantar, trabalhar ou mesmo cair.
(Vez que sim...)
Há de haver suor, prazer e cansaço.
Ah... se há!
E sonho só é sonho quando sai do travesseiro,
pega estrada e chega.
Onde? Me perguntas...
Te respondo com a sabedoria de capa de caderno de papelaria:
"Siga seus sonhos...eles sabem o caminho."

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