Cheeee-ga deee Saudade...

Não queria sentir Saudade, mas, quando pequena, também não queria crescer e ainda assim não tive escolha.
São desses tais movimentos involuntários que mantém  a gente vivo. Saudade deve ser pra mostrar que há de haver esperança, sonho e poesia em algum lugar, onde? Sabe-se lá... numa casinha em frente a um lago, destrás das colinas, dentro de um templo... ou ainda mais perto, sem rota ou gps, dentro de nós.
Saudade de não estar. Do pretérito. Do desconhecido. Do verbo não conjudado, do tempo não acontecido...
Tanto complemento assim só pode ser de substantivo importante, que se forja de adjetivo e deixa o sujeito saudoso sem escolha: ela sai de lá de onde acontecem os sentimentos, caminha pelos dedos e risca o papel.
Mas Saudade não sabe que não será eterna, ao menos em sua forma primária. Feito lagarta e borboleta, trasmutará e voo alçará... e pra tão longe, que de identidade trocada, será reconhecida como
Lembrança.
Essa que não transmuta.
Que, vez por outra, se esconde.
Que, vez por outra, quer ser encontrada.

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