Danousse

Borboletas no estômago e peixeira na mão
Maria bonita amava Lampião e nunca deixou de ser mulher arretada
Porque amor não te torna boba
Muito menos avoada
Quem inventa tais asneiras
É caba sem vergonha que quer deixar mulher apaixonada cega por ele
Mas há tempos que mulher manda na vida
E se apaixonada ai que mais forte fica
Vira Lisbela
Vira Tieta
Gabriela
Rosinha
Mulher pode ser mãe, pode ser pai, cangaceira, engenheira, fotógrafa, astronauta...
Pode ser o que ela quiser
E ai se for mulher nordestina é que lascou-se
Tanto forró
Tanto cuscuz
Tanto borogodó
Faz qualquer desejoso por mulher
Se perder em seus olhos, suas curvas, perder seu chão
Quando descendente de mulher casada com Lampião
Aparece em tua frente
Passa do teu lado
Deixa seu perfume
Te olha dissimulada
Te faz perder a pose
Lembrar da sapatilha
Compor um blues
E até francês falar
É pai... cuidado
Tem jeito não
E se ainda for Baiana
Danousse
Ela já levou teu coração
E tu tá ai lendo essa poesia
Morrendo de amores
Se perg…

Já não era sem tempo!


O jantar ficou pronto. A fome eu matei.
Não há mais espera, porque dela me livrei.
Espera não há mais porque lá já estou.
De cabelo arrumado, batom passado e unha feita.
E mesmo que assim não fosse, ainda estaria
feliz por completo.
Por esses três dias, e outros que virão,
que de fácil nada têm,
de comum também não.
Mas sabe, seu moço...
é melhor que seja assim.
Me reinventar à cada tempo
faz sentido pra mim.
Enquanto houver dia e noite nessa vida,
enquanto houver vida pra ser registrada,
enquanto, for, eu, pernambucana arretada
e uma câmera eu tiver em mãos,
não há, seu moço, quem me pare...
Porque meu dia não está no futuro
ele não espero em rede, ou janela
feito moça enamorada...
Meu dia, seu moço, vara a madrugada.
É hoje e será amanhã.
Será todo dia que Deus me der
Porque Deus quis assim.
Porque eu fiz ser assim.
Desde o dia que eu decidi
Ser feliz.

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